domingo, 27 de março de 2016

Carotenoides

Os carotenoides são uma extensa família de pigmentos encontrada de forma natural no reino vegetal (existem em torno de 500 estruturas deste tipo em frutas e verduras). Nas plantas têm duas funções básicas: constituir pigmentos acessórios no processo de captação da luz e prevenir a foto-oxidação. No organismo
humano se comportam como antioxidantes.
A oxidação dos componentes biológicos ocorre no organismo de forma contínua devido à presença de oxigênio e à formação dos radicais livres. Os radicais livres são moléculas que possuem números ímpares de elétrons, o que os torna muito reativos, e interagem com outras moléculas para captar os elétrons que necessitam para ficarem estáveis. Os radicais livres mais frequentes são: as espécies reativas do oxigênio (ROS: Reative Oxygen Species), onde se inclui o superóxido, a hidroxila e os radicais peroxil (ROO·), que são os responsáveis pela peroxidação lipídica. Nas espécies reativas de nitrogênio destacam o dióxido de nitrogênio (NO2).
Uma das formas conhecidas para rebater o efeito negativo produzido pela ação dos radicais livres é o uso de substâncias antioxidantes. Um antioxidante é um composto capaz de atrasar ou prevenir a oxidação de um substrato.
Como componentes dos alimentos, sobretudo de origem vegetal, pode ser encontrada uma grande variedade de substâncias antioxidantes, que conferem um caráter funcional. Exemplos destas substâncias são os carotenos.
As ações benéficas destes terpenos têm lugar em doenças onde estejam implicados em processos de oxidação. Desta forma exercem um papel importante em:
A prevenção de doenças cardiovasculares.
  • A prevenção do desenvolvimento tumoral: evidências epidemiológicas indicam que possuem um papel benéfico no câncer de pulmão e há menos evidências sobre câncer no trato gastrointestinal.
  • A redução do risco de cataratas ou degeneração macular.
Os carotenoides mais frequentemente consumidos pelo ser humano são: o β-caroteno, o α-caroteno, a β-criptoxantina, a luteína e o licopeno. O organismo humano não é capaz de sintetizar estes compostos, por isso devem proceder da dieta, concretamente da ingestão de frutas e verduras. Estas substâncias são absorvidas mais facilmente junto com as gorduras da dieta.

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