No caso dos cereais, a quantidade de fibra dependerá
muito da forma de extração
e refinação do cereal. A maior parte da fibra que se perde ao
aumentar a taxa de extração é de tipo insolúvel.
A principal fonte de fibra dietética encontra-se nas
paredes celulares dos vegetais. Entre os compostos mais destacados estão a
celulose, a hemicelulose, a lignina, assim como pectinas, gomas e mucilagem.
A celulose se encontra nas casquinhas dos grãos de
cereais, assim como nos legumes e, em menor quantidade, em verduras e
hortaliças como as acelgas, couve, cenoura e alface.
A hemicelulose se encontra nos alimentos citados
no parágrafo anterior e também em algumas frutas.
A lignina se encontra também em verduras e
hortaliças fibrosas, assim como em frutas como o abacaxi.
As pectinas são encontradas em muitas frutas, como
as maçãs e os cítricos (constituindo a parte esbranquiçada da zona interior da
pele). Este componente proporciona características gelificantes aproveitadas na
elaboração de geleias.
As gomas e gelatinas são encontradas em
maior medida em frutas, legumes e cereais, como a cevada e a aveia.
Outros constituintes de fibra dietética são:
- Oligossacarídeos resistentes: inulina, frutooligossacarídeos, oligofrutose, galactoligossacarídeos, isomaltoligossacarídeos, xiloligossacarídeos.
- Gomas: alfarroba, arábica, guar, tragacanto, entre outras.
- Gleatinas: ispágula, ágar, carrageninas, entre outras.
- Amidos resistentes.
- Carboidratos sintéticos: polidextroses, metilceluloses ou oligossacarídeos sintéticos.
- Substâncias de origem animal: como a quitina, o colágeno ou o quitosana.
- Outros: polióis não absorvíveis (como o manitol ou o sorbitol), dissacarídeos e análogos não digeríveis (como a lactulose ou o lactitol), assim como substâncias vegetais como fitatos, saponinas, suberina, cutina e ceras.
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